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segunda-feira, 19 de julho de 2010

Arquitetura – Arco de Constantino (315 d. C)


Constantino I, Constantino Magno ou Constantino, o Grande (272 - 22 de Maio de 337), foi proclamado Augusto pelas suas tropas em 25 de Julho de 306 e governou uma porção crescente do Império Romano até sua morte.

O Arco de Constantino situa-se na cidade de Roma, a pouca distância do Coliseu, o que demonstra toda sua beleza e força, pois qualquer construção ao lado do Coliseu empalideceria se não fosse tão magnífica.

Em estilo corintio, é homenagem à vitória de Constantino sobre Massêncio, na batalha de Ponte Mílvia, em 312 d. C., batalha que encerrou vinte anos de confrontos e unificou o poder de Roma.

É interessante notar que entre os elementos decorativos poucos são os que datam da vida de Constantino. Há, sim, relevos do tempo do Imperador Marco Aurélio e ornamentos que comemoram a Vitória de Trajano sobre os Dácios.

O Arco de Constantino está decorado nas frentes Norte e Sul. Tem cinco medalhões com o diâmetro de dois metros e estátuas de oito prisioneiros da Dácia que foram retiradas do Forum Trajano.

As impressões produzidas pelo arco e suas decorações são de uma perfeita harmonia entre suas diversas partes, ainda que as esculturas do arco e do ático provenham de monumentos a Trajano e a Aurélio e os medalhões redondos das duas fachadas, norte e sul, tenham pertencido a monumentos dedicados a Adriano

A série de oito medalhões foi completada pelos dois laterais, únicos que datam da época de Constantino: representam do lado norte o nascer do sol e do lado sul o surgir da lua.

Sob os medalhões corre o estreito friso representando as batalhas que transformaram Constantino em Imperador, assim como os desfiles e as festas que comemoravam suas vitórias.

As cenas de batalhas, no lado sul do arco, representam à direita Verona e à esquerda a batalha de Mílvius.

Parecem ser obra do mesmo artista que esculpiu nos lados este e oeste os frisos representando o triunfo, o cortejo e a entrada do Imperador em Roma.

Os dois frisos no lado norte contêm a proclamação imperial e um congiariun, ou distribuição de pão, obra de outros artistas.

Sobre cada um dos quatro pilares está representada uma vitória, enquanto a face oposta apresenta grupos de soldados romanos e de bárbaros vencidos.

Roma, Itália

A arquitetura Egípcia




A arte égipcia é uma arte sacra, pois toda a produção artística estava apenas subordinada a pessoa do Faraó que era a ligação desse mundo com os Deuses. A arte egípcia, diferente das outras não é dedicada aos vivos e sim aos mortos, assim uma arte funerária, pois se acreditava que após a vida existia uma nova vida eterna.
A arquitetura egípcia foi uma das mais surpriendentes, pois se criou as pirâmides, gigantescas obras feitas para abrigar o tumulo de Faraós onde tinham como material estrutural predominante a pedra.

A arquitetura mesopotâmica



A rigião da Mesopotâmia era circundada pelos Rios Tigre e Eufrates, essa região, onde sua arte estava mais ligada a religiosidade, suas construções tem características próprias.
A arquitetura mesopotâmica teve como sua primeira manifestação o templo Branco, erguido sobre uma montanha artificial e que tinha como objetivo peitar o homem mais próximo do céu. Com o passar do tempo o emprego da abóbada (o uso de tijolo cru como único material para as edificações eo Zigurate). O Zigurate mais famoso é a torre da Babilônia, a “Terre de Babel” mencionada na Bíblia. Dentro dos edifícios, suas paredes eram revestidas por pinturas. Nabucodonosor II gabava de suas guerras e sim de suas construções como as muralhas erguidas ao redor do seu reino. Os palácios reais com um luxo sem precedentes e os jardins suspensos, construídos para que sua esposa não sentisse saudades das montanhas.
Baixos-relevos, agora o tema não é mais a religiosidade mas sim mostrar a vidacotidiana cenas de caça e episódios da vida do rei. Os animais são extremamente realistas e a tentativa de mostrar as três dimensões resulta em uma sobreposições de imagem

A arquitetura pré-Histórica




A percepção do homem a respeito da arquitetura teve início no período Neolítico, quando ele começou se fixar e a viver sedentariamente. Assim, o homem Neolítico desenvolveu a técnica de construção das primeiras moradias. As primeiras foram os nuragues, construções de pedras sem nenhuma argamassa e em forma de cone truncado, e em seguida os dolmens, coisas semelhantes a templos, feitos com séries de três pedras agrupadas, tendo duas como bases verticais e uma horizontal como teto. Um exemplo de dolmen é o famoso stonerange, entre outros monumentos megalíticos (de grandes pedras) do período. Para eles, a "arqui-tetura" significava algo mais alto que a "tetura" convencional, ou seja, construção ou edificação.

A arquitetura Romana




Os romanos tinham fama de conquistadores, e após a conquista da Grécia onde os romanos tiveram mais contato aom a arquitetura e a arte graga, que por suas vez, a incluiu nos seus ofícíos, juntando – o belo – com conforto e funcionalidade.

A arquitetura romana como se foi dito, juntava o belo com o conforto e funcionalidade, como os visíveis em seus aquedutos e pontes que funcionam até hoje, mas os romanos não são uma mera cópia, ao contrári, desenvolveriam suas formas que foram passadas nas civilizações que a sucederam.
O anfiteatro tem uma forte caractrística da arquitetura romana onde, sobretudo, realizavam-se lutas de gladiadores. Os exemplos são o anfiteatro da Ponpéi, um dos mais antigos e o famoso Coliseu de Roma.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Arquitetura Romana

O desenvolvimento da arte romana começou a partir do século II a.C., época em que Roma já dominava a totalidade do Mediterrâneo e avançava com passos firmes sobre o norte da Europa e a Ásia. Duas importantes culturas convergiram no período: a etrusca e a grega. A primeira, presente desde o início, no século VIII a.C., se caracterizava por um acentuado orientalismo, fruto do estreito contato comercial que os estruscos mantinham com outros povos da bacia do Mediterrâneo. Quanto a influência grega, o processo de helenização dos romanos tornou-se intensivo a partir do século IV a.C. e se traduziu em todos os âmbitos da cultura: a escultura, a arquitetura, a literatura e, inclusive, a religião e a língua.

Discute-se muito se existe ou não um estilo romano. A dúvida provém do fato de que os romanos não criaram um estilo próprio; na verdade, a arquitetura da Roma Antiga é formada por um conjunto de elementos gregos e etruscos. O plano do templo é herdado dos etruscos. Quanto à ornamentação, é grega, sendo coríntia a ordem preferida. Ou se mandavam trazer da Grécia esculturas, colunas e objetos de todo tipo, ou se fazia cópias dos originais nas oficinas da cidade. O espírito romano, mais prático e menos lírico, não demorou muito a oferecer sua própria versão do estilo. Da fusão dessas tendências é que se formou o chamado "estilo romano".

Embora não haja dúvida de que as obras arquitetônicas romanas tenham resultado da aplicação das proporções gregas à arquitetura de abóbadas dos etruscos, também é certo que lhes falta um caráter totalmente próprio, um selo que as distinga.

Para começar, a partir do século II a.C., os arquitetos da antiga Roma dispunham de dois novos materiais de construção. Um deles, o opus cementicium - uma espécie de concreto armado -, era material praticamente indestrutível. Do outro lado estava o opus latericium, o ladrilho, que permitia uma grande versatilidade. Combinado com o primeiro material, ele oferecia a possiblidade de se construírem abóbadas de enormes dimensões e, apesar disso, muito leves.

Desde a instauração do império, no século I a.C., a arte foi utilizada em Roma como demonstração de grandeza. Não apenas mudou totalmente a imagem da capital como também a do resto das cidades do império. Palácios, casas de veraneio, arcos de triunfo, colunas com estelas comemorativas, alamedas, adquedutos, estátuas, templos, termas e teatros foram erguidos ao longo e ao largo dos vastos e variados domínios do império romano.


Arco do triunfo
Orange, França


Arcadas do peristilo do palácio de Diocleciano
Split, Iugoslávia


Aqueduto
Pont-du-Gard, França

Os romanos também modificaram a linguagem arquitetônica que haviam recebido dos gregos, uma vez que acrescentaram aos estilos herdados (dórico, jônico e coríntio) duas novas formas de construção: os estilos toscano e composto.

A evolução da arquitetura romana reflete-se fundamentalmente em dois âmbitos principais: o das escolas públicas e o das particulares. No âmbito das escolas públicas, as obras (templos, basílicas, anfiteatros, arcos de triunfo, colunas comemorativas, termas e edifícios administrativos) apresentavam dimensões monumentais e quase sempre formavam um conglomerado desordenado em torno do fórum - ou praça pública - das cidades.


Mercados e armazéns do Forum de Trajano -Roma


Basílica de Constantino - Fórum Romano




Foro de Trajano - Roma


Anfiteatro de Nimes - França

As obras particulares, como os palácios urbanos e as vilas de veraneio da classe patrícia, se desenvolveram em regiões privilegiadas das cidades e em seus arredores, com uma decoração faustosa e distribuídas em torno de um jardim.



A plebe vivia em construções de insulae, muito parecidos com nossos atuais edifícios, com portas que davam acesso a sacadas e terraços, mas sem divisões de ambientes nesses recintos. Seus característicos tetos de telha de barro cozido ainda subsistem em pleno século XX.

A engenharia civil romana merece um parágrafo à parte. Além de construir caminhos que ligavam todo o império, os romanos edificaram aquedutos que levavam água limpa até as cidades e também desenvolveram complexos sistemas de esgoto para dar vazão à água servida e aos dejetos das casas.




ARQUITETURA ROMANA





Localizadas nas colinas do Palatino, ponto estratégico no Mar Mediterrâneo, as aldeias de Esquilino, Célio e Aventino deram origem a Roma - ou cidade das sete colinas. Dentro de sua tradição eminentemente conquistadora, por volta de 117 d.C. toda a costa do Mediterrâneo foi conquistada pelos povos latinos. Enquanto a religião grega viam nos deuses manifestações poéticas abstratas, os romanos os viam poderosos e vingativos, e eram adeptos dos sacrifícios. Os edifícios deixam de lado parte do caráter puramente espiritual para se tornarem elementos mais materiais, de uso do povo.

As tipologias arquitetônicas encontradas podiam ser definidas por: termas - casas de banho com requintes de conforto, constituídos por dois edifícios, um balneário (banhos individuais, reservatórios de água, academia, salas de conferência, palestras, ginásios.) e o outro, um peristilo descoberto, sala de massagens, perfumes, etc). Nas áreas externas, piscinas de água morna construídas em mármore. No interior de grandes conjuntos, como por exemplo os edifícios termais, o equilíbrio estrutural se baseia principalmente na eliminação dos esforços diante da compensação mútua sobre as paredes interiores. No perímetro das edificações ocorre a solução dos contrafortes, que podem ser externos, como vai acontecer mais tarde no Gótico ou internos como era mais comum; os teatros: que teve uma evolução formal se tornando um anfiteatro. A experiência no uso de arcos e abóbadas e a experiência prática no uso do concreto, habilitaram os romanos executarem nunca construções antes vistas. A diferença essencial entre o teatro grego e o romano é o fato do último não conter nenhum caráter religioso. Possuía uma tribuna mais larga e a orquestra era ocupada pelo povo. Enquanto o teatro grego era constituído nas encostas, o teatro romano independia das encostas. Utilizavam filas superpostas de arcos construídas de concreto para servir como encosta, na qual assentavam o auditório. Os teatros poderiam ser assim executados em qualquer lugar. Deram uma aparência de maior unidade aos espaços, enxergando o teatro como uma só edificação. Com exceção das peças teatrais, outros divertimentos não tinham a necessidade de serem vistas de um ponto de vista específica. De fato, eram vista igualmente bem de qualquer ponto à volta. A partir daí criaram uma forma arquitetônica para se ajustar a essa necessidade: dois teatros colocados de costas com as paredes intervenientes removidas, resultando em uma arena oval encaixada em um oval de assentos dispostos em filas escalonadas - o anfiteatro, locais de combate entre gladiadores e feras, possuíam uma pista elíptica cercada por degraus. Podiam abrigar 60000 pessoas como pro exemplo o coliseu. Ele possuía arcadas do exterior repletas de esculturas. No andar inferior, meias colunas dóricas adossadas sustentam uma arquitrave também adossada, no segundo andar meias colunas jônicas adossadas e no terceiro, meias colunas coríntias adossadas. Outra edificação comum eram os circos, onde eram realizadas corridas de carros numa pista retilínea dividida ao centro, com arquibancadas dispostas paralelamente. No que tange ao urbanismo, construíram estradas, aquedutos, pontes e redes de esgoto. A legião romana construiu estradas ligando-se à Espanha, Grécia, Gália e Danúbio.

Quanto aos templos, o templo romano difere do grego pela profundidade do pórtico e a freqüência de plantas, ostentando a forma circular. O templo romano precedente etrusco, construídos sobre um elevado pódio, acessível por um lance de escadas. Dos templos circulares eram conhecidos o Panteon no qual o arquiteto baseou-se nas antigas tradições, técnicas e materiais romanos para construir algo novo. A altura da cúpula é o diâmetro da base, um grande hemisfério assentado sobre um tambor. Os romanos já tinham acumulado a técnica da construção de abóbadas, cúpulas e zimbórios. Os arcos são construídos em forma de cunha, de modo a se estabilizar ao ser colocada a última peça. Um arco no qual que se imprime um giro de 360 graus se transforma num domo ou zimbório e é construído com a ajuda de uma armação de madeira. O zimbório do Panteão não necessita de chave porque é feito de concreto. A forma final só foi possível através do domínio que se tinha do concreto.

Quanto à tecnologia construtiva, os romanos se aproveitavam das boas soluções adotadas em outras regiões. Utilizaram as abóbadas de berço com chave etruscas, assim como as abóbadas de aresta (interseção de arestas), a alvenaria de pedra seca aparelhada sem rejuntamento de argamassa e ainda desenvolveram o concreto.

Devido à tradição conquistadora e a dominadora, os arquitetos se preocupavam com o transitório e econômico. Com isso se deu o desenvolvimento da concreção, um método construtivo que possibilitava a construção de muros de grande espessura tendo a preocupação com o desperdício de mão de obra e tempo na construção em pedra aparelhada somente. A solução construtiva consistia em dois muros delgados construídos paralelamente, preenchidos com argamassa de saibro ou areia e cimento vulcânico denominado pozzolna. A técnica do concreto foi primeiramente utilizada em II a.C. Era barato, forte, maleável e podia ser utilizado em projetos grandiosos. No Santuário da Deusa Fortuna em Prenestes, a encosta da colina foi transformada em um complexo arquitetônico. Para a sua execução faziam-se duas paredes baixas, acima do solo de tijolos com argamassa e abaixo com fôrmas de madeira. O espaço era preenchido com pedra britada conhecida como agregado. Depois disso vinha a inserção do concreto líquido sobre e entre as pedras ligando-se à argamassa e endurecendo. Logo após esse processo reiniciava-se a partir daquela altura. À medida que o edifício crescia a constituição do agregado modificava-se, pedras pesadas eram utilizadas na base e outras mais leves por cima. Materiais muito leves como pedra pomes eram utilizados como agregado nos zimbórios, para o qual um cimbre circular de madeira era utilizado. Como eles utilizavam tijolos pequenos, podiam executar paredes curvas. O concreto recebia formas independentes.



Os telhados romanos também se diferenciavam dos telhados gregos, onde todas as peças eram trabalhadas somente sob o esforço de compressão. Os romanos inauguram a tesoura moderna, criada a partir de um triângulo indeformável, onde a linha é tracionada e o pendural trabalha flutuando, ou retesado na linha como a corda de um arco. O resultado estrutural era uma solução de estabilidade que permitiu a construção de vãos livres de 20 metros como a Basílica de Trajano e outras pontes. Ocasionalmente substituíam o madeirame dos telhados por estruturas metálicas como na Basílica Ulpiana ou no pórtico do Panteon.

As arcadas se desenvolvem a partir do cruzamento do coluna grega com o arco etrusco. No seu funcionamento os pés dos arcos não se apoiam na coluna, mas em pilastras menores que fazem as vezes das escoras para a coluna de sustentação que, por sua vez, se ergue acima da chave do arco, para receber a arquitrave, o friso e a cornija. A coluna, em razão da espessura da parede da arcada, passa a ser uma pilastra, por possuir sua metade embutida.

Animados pelo sucesso da concreção e da grossura dos muros, surge a idéia natural de superposição de pavimentos, solução quase que compulsória para esse tipo de sistema estrutural. E assim foram superpondo dois e três pavimentos, que se separavam horizontalmente por um estilobata. A ordem toscana era aplicada no térreo, a jônica no centro e no mais elevado a coríntia. As ordens romanas também incluíam a Toscana, uma variação da ordem dórica porém mais esguia, com base e sem friso. A Coríntia era mais utilizada pelos romanos, e foi transformada em paradigma: modelo de majestade e imponência. Os reforços na coluna eram chamados "motivos de ângulo", disfarçados em esculturas de animais. A chamada entasis, ou correções de ótica, é tratada displicentemente, não obedecendo os rigores do modelo grego. O capitel também sofreu várias transformações plásticas, variações temáticas da proporção, natureza e disposição das folhas que se variam entre o acanto, a oliva, florões. Não satisfeitos desenvolvem o modelo composto denominado Compósito.

A casa romana possuía uma planta rigorosa e invariável. Dotada de um forte eixo central tinham a entrada situada no centro da fachada, onde sempre um lado menor de um retângulo conduzia ao átrio (grande espaço central com abertura retangular por onde entrava luz e ar - onde também se coletava a água (implúvio ligado a uma cisterna subterrânea). Situado na face oposta da entrada havia o tablinto, cômodo principal da casa. Sua disposição era basicamente simétrica. Os romanos incorporaram uma série de elementos das casas gregas como os peristilos
.
Um dos personagens mais importantes no cenário da filosofia construtiva foi Vitruvio. Marco Vitruvio Polion, nasce por volta do ano 70a.C. em Verona. Sua profissão era arquiteto que eqüivale segundo os conceitos de época engenheiro e mecânico. Foi nomeado mais tarde para o alto cargo de arquiteto militar do imperador Augusto. Desenvolveu a obra intitulada "De architectura libri decem", dedicada ao imperador. É o único tratado da antigüidade a ter chegado até nós. Nele se encontravam normas para se projetar uma cidade. As muralhas não devem se traçar segundo ângulo salientes ou quadrados, e sim arredondadas, o que permite ver o inimigo de todos os pontos. A defesa de um reduto quadrado é mais difícil, porque os vértices protegem mais o inimigo e os assaltantes do que os habitantes e defensores da cidade. Uma vez fortificada a cidade, devem-se traçar as parcelas ocupadas pelas casas, ruas e passeios, tendo em conta a referência do clima. Elas estarão bem traçadas se se preocupa em não estarem alinhadas as ruas principais com os ventos dominantes. Os ventos frios desgradam, os quentes enervam e os carregados de umidade causam enfermidades. A composição das construções: o desenho do templo deve obedecer ã simetria, cujas leis o arquiteto deve observar rigorosamente. A simetria depende por sua vez da Proporção que é a correspondência nas medidas das distintas partes do todo com a parte que se toma como norma. Sem proporção e simetria não haveriam leis segundo as quais traçar os planos do templo, como se não houvesse relações entre os seus elementos como ocorre com os membros do corpo humano.

Enquanto que nos monumentos gregos toda a construção era de pedra aparelhada, nos romanos podemos encontrar três tipologias diferentes que se unem de diversas formas: a arquitetura das massas de paredes, das pedras empilhadas e dos revestimentos com lajes. A primeira é essencialmente romana. A segunda deriva de sua tradição, respondendo aos materiais e aos lugares, em parte da arquitetura grega e etrusca, unidas entre si por muitos vínculos.

Arte e Arquitetura Romana - História da Arte e Arquitetura Romana

Arte

A arte romana mais primitiva remonta à derrocada dos reis etruscos e ao estabelecimento da república no ano de 509 a.C. Para a História, o final da arte romana e por conseguinte o início da arte medieval coincidem com a conversão do imperador Constantino ao cristianismo e com a mudança da capital do Império de Roma para Constantinopla, no ano 330. Entretanto, tanto o estilo romano como a sua temática pagã continuaram sendo representados durante séculos, reproduzidos freqüentemente em imagens cristãs.



Tradicionalmente, a arte romana é dividida em dois períodos: a arte da Roma republicana e a da Roma imperial (do ano 27 a.C. em diante), com subdivisões correspondentes aos imperadores mais importantes ou às diferentes dinastias. Na época da república, o termo romano estava praticamente restrito à arte realizada na cidade de Roma, que conserva o rastro de seu passado etrusco. Pouco a pouco, a arte libertou-se de sua herança etrusca, graças à expansão pela Itália e pelo Mediterrâneo e ao fato de os romanos terem assimilado outras culturas, como a grega.

Durante os dois últimos séculos antes do nascimento de Cristo, surgiu uma maneira tipicamente romana de construir edifícios, realizar esculturas e pintar. Entretanto, devido à extraordinária extensão geográfica do Império de Roma e às suas diversas colônias, a arte e a arquitetura romanas foram sempre ecléticas e se caracterizaram por empregar estilos distintos atribuídos aos gostos regionais e às preferências de seus mecenas.

A arte romana não é somente a arte dos imperadores, senadores e patrícios, mas também a de todos os habitantes do vasto império romano, incluindo a classe média dos homens de negócios, os homens livres ou plebeus e os escravos e legionários da Itália e suas províncias. Curiosamente, apesar de existir uma grande quantidade de exemplos escultóricos, pictóricos, arquitetônicos e decorativos, conhecemos poucos nomes de seus artistas e arquitetos. Geralmente, os monumentos romanos foram realizados mais para homenagear os seus mecenas do que para expressar a sensibilidade artística de seus criadores.

Arquitetura

Podemos ter uma clara idéia da arquitetura romana através dos impressionantes vestígios dos edifícios públicos e privados da Roma antiga e graças aos escritos da época, como o De Architectura, um tratado de dez volumes compilado por Vitrúvio no fim do século I a.C.

O Vesúvio entrou em erupção no ano 79 a.C. e atirou cinza quente, pedras e poeira de carvão sobre a cidade de Pompéia. Esta ficou coberta por uma camada de cinza de 4 m de espessura e permaneceu enterrada durante mais de 1.500 anos. Os arqueólogos começaram a escavar em Pompéia no século XVIII. Entre os restos encontrados, encontra-se o Foro, que aparece aqui, e vários templos, tribunais e palácios que constituíam o centro administrativo da cidade


Os teatros e os anfiteatros romanos apareceram pela primeira vez no final do período republicano. Diferentemente dos teatros gregos, situados em declives naturais, os teatros romanos foram construídos sobre uma estrutura de pilares e abóbadas e, dessa maneira, puderam ser instalados no coração das cidades. Os teatros de Itálica e de Mérida foram realizados nos tempos de Augusto e de Agripa, respectivamente. O mais antigo anfiteatro conhecido é o de Pompéia (75 a.C.) e o maior é o Coliseu de Roma (70-80 d.C.). Na Hispânia romana, destacam-se os anfiteatros de Mérida, Tarragona e Itálica. Os circos ou hipódromos também foram construídos nas cidades mais importantes; a praça Navona de Roma ocupa o lugar de um circo construído durante o reinado de Domiciano (81-96 d.C.).


As cidades grandes e as pequenas tiveram termas ou banhos públicos (thermae). As termas (75 a.C.) próximas do foro de Pompéia são um excelente exemplo dos modelos mais antigos. Durante o Império, essas estruturas, comparativamente modestas, foram se transformando progressivamente, tornando-se mais grandiosas. Exemplos posteriores, como os banhos de Caracala (c. 217 d.C.) em Roma, chegavam a ter bibliotecas, tendas e enormes espaços públicos cobertos com abóbadas e decorados com estátuas, mosaicos, pinturas e estuques.

Entre os diversos projetos de construções públicas dos romanos, a rede de pontes e calçadas, que facilitaram a comunicação através de todo o império e os aquedutos, que levavam água às cidades a partir dos mananciais próximos (como Pont du Gard, ano 19 d.C., próximo a Nimes), são os mais extraordinários.


Em Portugal, são bons exemplos o aqueduto de Olisipo (do qual o aqueduto das Águas Livres, de D. João V, parece seguir boa parte do percurso), o de Conímbriga e os sistemas de captação de água interligados a uma arquitetura industrial presentes em Tróia de Setúbal. Já na Espanha, os mais destacados são a ponte de Alcântara, em Cáceres, e o famoso aqueduto de Segóvia.

Escultura

Ao longo de toda Roma, as estátuas e os relevos escultóricos adornaram os edifícios públicos e privados. De fato, algumas construções romanas foram pouco mais do que suportes monumentais para a escultura. Os arcos do triunfo, levantados em todas as partes do Império, destacam-se como monumentos entre os mais importantes. Embora quase nenhum dos grandes grupos escultóricos instalados nesses arcos tenha resistido à passagem do tempo, essas construções tinham como finalidade original servir de suporte para estátuas honoríficas.

Entre os arcos mais importantes, destacam-se, em Roma, o de Tito (c. 81 d.C.), no Foro romano, e o de Constantino (315 d.C.). Na Espanha, foram conservados os arcos de Bará, em Tarragona, o de Caparra, na cidade antiga de Capeta (Cáceres), e o de Medinaceli, em Sória, cuja construção remonta ao fim do século I d.C. Também foram erguidas colunas historiadas, com frisos em baixo-relevo em espiral, relatando com grande riqueza de detalhes as campanhas militares dos romanos. A primeira e a maior delas foi a do foro de Trajano (113 d.C.) construída em Roma pelo arquiteto Apolodoro, de Damasco. Os relevos históricos adornaram também grandes altares como o Ara Pacis de Augusto (fechado em Roma do 13 ao 9 a.C.). Restaram poucas estátuas em bronze e quase nenhuma em ouro ou prata, já que muitas delas foram fundidas na Idade Média e períodos posteriores. Uma das poucas que existe é a estátua eqüestre em bronze (c. 175 d.C.) do imperador Marco Aurélio na praça do Capitólio em Roma.

O retrato escultórico romano, em que se destaca a estátua de Constantino (c. 315 d.C.-330 d.C.), compõe um dos grandes capítulos na história da arte antiga. O conceito simbólico das imagens continuou no período da Roma imperial, tal como revelam as imagens de Augusto.

Pintura

Restaram poucos quadros dessa época, mas, pela literatura antiga, sabe-se que os artistas romanos trabalharam uma grande variedade de temas, entre os quais se incluem acontecimentos históricos, mitos, cenas da vida cotidiana, retratos e natureza-morta.


A pintura mural está bem documentada, sobretudo em Pompéia e nas demais cidades soterradas no ano 79 d.C. pela lavas do vulcão Vesúvio. Distinguem-se quatro etapas denominadas estilos pompeianos. O primeiro estilo (120 a 80 a.C.) baseia-se na decoração grega de interiores e às vezes é chamado de estilo de incrustação, pois suas pinturas sobre o gesso foram utilizadas para imitar o aspecto dos muros de mármore polidos.

O objetivo do segundo estilo (80 a 15 a.C.) era criar, através da perspectiva, uma ilusão espacial que o prolongava além da superfície do mural. O terceiro estilo (15 a.C. a 63 d.C.) é uma pintura delicada na qual o ilusionismo do segundo estilo foi suprimido em favor de arabescos lineares sobre fundos monocromáticos. No quarto estilo (63 a 79 d.C.), os motivos arquitetônicos voltaram a se tornar populares; mas dessa vez a perspectiva lógica foi relegada a um plano secundário, sendo substituída por estruturas fantásticas, impossíveis de construir.

Considerado o maior poeta da Roma antiga, Virgílio, que viveu entre os anos 70 e 19 a.C. compôs a Eneida, poema épico de caráter mitológico, durante os últimos 11 anos da sua vida. Moldada como a Ilíada e a Odisséia, do poeta grego Homero, foi a primeira obra-prima do estilo épico. Numerosos escritores posteriores a tomaram como modelo, tanto nos temas como nas técnicas, e renderam-lhe homenagem em seus textos e desenhos. Esta pintura de 1469 representa o autor escrevendo o poema Geórgicas (36-29 a.C.) diante da estátua da deusa grega Artemis.

Mosaicos

Em todas as partes do Império, encontram-se mosaicos romanos. Oscilam dos modelos abstratos de tesselas brancas e negras até ambiciosas composições figurativas policromáticas, como o grande chão da casa de Fauno em Pompéia. Recentes escavações descobriram as formosas abóbadas em estuque na Casa Farnesina (20 a.C.) e na tumba dos Pancratii em Roma (160 d.C.). Na Espanha e em Portugal, ainda há diversos mosaicos da época romana. Entre os espanhóis, vale destacar os de Mérida, o dos Sete Sábios e os da casa de Mitreo e os de Ampúrias em Gerona, que retratam O sacrifício de Ifigênia. Entre os portugueses, os melhores exemplos são os das termas Augustanas, os da casa de Cantaber e os encontrados em outros pontos de Conímbriga, alguns em exposição no Museu Monográfico local.